Nosso amado Pai, Prospero Prosperi, faleceu em 07/11/2012.
Eu poderia escrever muitas coisas sobre a vida maravilhosa dele, mas para este post gostaria de deixar o texto que foi escrito por seu amigo Cairbar em 14/11/12.
Segue abaixo...
Por Cairbar Alves de Souza
(http://www.gxp.com.br/2012/11/14/a-despedida-do-querido-pimpo/)
Faleceu a sete de novembro último, o PRÓSPERO PRÓSPERI, mais fácil falar o querido PIMPO.
Pimpo nasceu em 21 de junho de 1927 (interessante lembrar que
ultimamente os da geração da década de 1920/1930 estão indo para o
além; digo “estão indo” porque a morte inexiste, o que há é simplesmente
uma mudança de dimensão). Filho do casal PEDRO PRÓSPERI e D. JULIETA
LEPIANI PRÓSPERI, que além do PIMPO ainda tem o nosso querido LOTINHO,
GENY, casada com o JOSÉ DECENSI, a WANDA casada com o JOÃO GABRIEL
ISAAC, a MARIA EUNICE, a NICINHA, e a primogênita, que já se foi, a
AMÉLIA.
PIMPO nasceu e cresceu em Guaxupé, fazendo parte daquela
família que participava ativamente do CINE TEATRO SÃO CARLOS, famoso em
nossa sociedade pelos filmes excepcionais da época de ouro do cinema.
Saliente-se que recentemente o SEVERO inaugurou uma sala do CINE SÃO
CARLOS, com cerca de 100 lugares, na CASA DA CULTURA, cuja inauguração
compareceram amigos e muitos familiares dos PRÓSPERI. Fato muito
importante é o de que as cadeiras ali instaladas, cerca de 100, são
realmente as originais do antigo cinema, inteiramente conservadas.
Vamos voltar ao PIMPO. Ele fez o curso de primeiro grau no
Grupo Escolar Barão de Guaxupé e o secundário no Ginásio São Luiz
Gonzaga. Depois – destino de muitos jovens daquela época – estudou em
São José do Rio Pardo junto a professores famosos da época. No curso
universitário, ele se formou em Belo Horizonte em 1952, numa época em
que o curso era de ENGENHEIRO/ARQUITETO. Hoje, se se chamar o engenheiro
de arquiteto ou o arquiteto de engenheiro não é possível, pois eles se
rivalizam.
A minha mais viva observação da convivência com o PIMPO era a
de um menino nascido em 1938, que trabalhava no próprio edifício do
Cine São Carlos, mais propriamente no BAR SÃO CARLOS, do inesquecível
“ZÉ PICA-PAIA”. PIMPO com seus amigos e familiares eram assíduos
frequentadores do Bar.
À época, a figura tranquila, o jeitão mineiro, e sempre um
sorriso na face. Assim era o PIMPO, que namorava a MARIA EMÍLIA
SCARDAZZI, com quem se casou e teve seis filhos: SILVANA, MARIMILIA,
ELIANA, IEDA, PEDRO e PAULO, que lhe propiciaram vários netos.
Fui perguntar para a MARIA AMÉLIA CHUEIRI, minha colega
advogada, sobre como era a vida do PIMPO ultimamente, ali em um sobrado
do SUMARÉ, e ela me respondeu que sua casa era um pedaço do céu do Sul
de Minas em plena São Paulo, com os familiares vivendo com alegria e
onde se respirava muito afeto. Imagino hoje como a esposa, filhos e
netos se lembram com bastante carinho e saudade do PIMPO.
Soube, inclusive, que o PIMPO possuía uma firma, em sua área,
em ITANHAÉM/SP, cidade em que o Chico Buarque de Holanda passou fase de
sua infância, e que eu frequento com minha família a Colônia de Férias
do SATÉLITE, dos funcionários do Banco do Brasil.
Leitora assídua desses relatos semanais do GXP e do Jornal da
Região é a nossa querida ITINHA PRÓSPERI, que sempre vibra imensamente
com a lembrança de seus familiares e alunos. A ela um afetivo abraço.
“Estamos acostumados a ligar a palavra morte apenas à
ausência da vida. Encarar a morte, na teoria, é mais fácil. Porém, aos
sermos visitados por ela através de um ente amado, tudo muda. Muitos de
nós caímos no desespero, na tristeza, lamentação, choro e até revolta
contra a divindade. Vamos encarar a morte de uma forma menos dolorida,
com compreensão e fortaleza nesse momento delicado da vida. O túmulo nos
separa apenas fisicamente das pessoas que amamos, mas elas continuam
vivas e estão ligadas a nós por meio dos laços do amor. Estão apenas
numa outra dimensão, percebem nossas emoções e tudo o que sentimos em
relação a elas.”
Permitam-me inserir um comentário sobre o pacifismo do povo brasileiro, do qual o PIMPO é um representante por excelência: “Realmente, enquanto mal
se acalmam os sanguinários massacres entre mulçumanos e budistas, e, na
Escócia, os católicos e protestantes, em ignóbil demonstração de sua
ignorância espiritual, agridem-se em lutas fratricidas para tentar impor
a bondade e o amor do CRISTO a cacetadas, no abençoado BRASIL – tido
como o coração do mundo e a pátria do Evangelho – os próprios católicos
vão à missa pela manhã e à noite aos terreiros de umbanda! Espíritas,
umbandistas, rosa-cruzes, esoteristas, teosofistas, iogues, católicos e
protestantes respeitam-se mutuamente, vivem em relações pacíficas num
clima de elevada compreensão espiritual”. (Do livro TRANSIÇÃO PLANETÁRIA
DE A a Z). Felizmente, assim é o BRASIL!
Para aqueles que não conheceram o PIMPO, está reproduzida
acima uma foto em momento descontraído e feliz, e abaixo, fotos de
quando se formou e com toda a sua família.
Um abraço a todos.
Cairbar


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