sábado, 22 de dezembro de 2012

A despedida do querido Pimpo (Por Cairbar Alves)

Nosso amado Pai, Prospero Prosperi, faleceu em 07/11/2012.
Eu poderia escrever muitas coisas sobre a vida maravilhosa dele, mas para este post gostaria de deixar o texto que foi escrito por seu amigo Cairbar em 14/11/12.
Segue abaixo...

Por Cairbar Alves de Souza
(http://www.gxp.com.br/2012/11/14/a-despedida-do-querido-pimpo/)

Faleceu a sete de novembro último, o PRÓSPERO PRÓSPERI, mais fácil falar o querido PIMPO.


Pimpo nasceu em 21 de junho de 1927 (interessante lembrar que ultimamente os da geração da década de 1920/1930 estão indo para o além; digo “estão indo” porque a morte inexiste, o que há é simplesmente uma mudança de dimensão). Filho do casal PEDRO PRÓSPERI e D. JULIETA LEPIANI PRÓSPERI, que além do PIMPO ainda tem o nosso querido LOTINHO, GENY, casada com o JOSÉ DECENSI, a WANDA casada com o JOÃO GABRIEL ISAAC, a MARIA EUNICE, a NICINHA, e a primogênita, que já se foi, a AMÉLIA.

PIMPO nasceu e cresceu em Guaxupé, fazendo parte daquela família que participava ativamente do CINE TEATRO SÃO CARLOS, famoso em nossa sociedade pelos filmes excepcionais da época de ouro do cinema. Saliente-se que recentemente o SEVERO inaugurou uma sala do CINE SÃO CARLOS, com cerca de 100 lugares, na CASA DA CULTURA, cuja inauguração compareceram amigos e muitos familiares dos PRÓSPERI. Fato muito importante é o de que as cadeiras ali instaladas, cerca de 100, são realmente as originais do antigo cinema, inteiramente conservadas.

Vamos voltar ao PIMPO. Ele fez o curso de primeiro grau no Grupo Escolar Barão de Guaxupé e o secundário no Ginásio São Luiz Gonzaga. Depois – destino de muitos jovens daquela época – estudou em São José do Rio Pardo junto a professores famosos da época. No curso universitário, ele se formou em Belo Horizonte em 1952, numa época em que o curso era de ENGENHEIRO/ARQUITETO. Hoje, se se chamar o engenheiro de arquiteto ou o arquiteto de engenheiro não é possível, pois eles se rivalizam.

A minha mais viva observação da convivência com o PIMPO era a de um menino nascido em 1938, que trabalhava no próprio edifício do Cine São Carlos, mais propriamente no BAR SÃO CARLOS, do inesquecível “ZÉ PICA-PAIA”. PIMPO com seus amigos e familiares eram assíduos frequentadores do Bar.

À época, a figura tranquila, o jeitão mineiro, e sempre um sorriso na face. Assim era o PIMPO, que namorava a MARIA EMÍLIA SCARDAZZI, com quem se casou e teve seis filhos: SILVANA, MARIMILIA, ELIANA, IEDA, PEDRO e PAULO, que lhe propiciaram vários netos.

Fui perguntar para a MARIA AMÉLIA CHUEIRI, minha colega advogada, sobre como era a vida do PIMPO ultimamente, ali em um sobrado do SUMARÉ, e ela me respondeu que sua casa era um pedaço do céu do Sul de Minas em plena São Paulo, com os familiares vivendo com alegria e onde se respirava muito afeto. Imagino hoje como a esposa, filhos e netos se lembram com bastante carinho e saudade do PIMPO.

Soube, inclusive, que o PIMPO possuía uma firma, em sua área, em ITANHAÉM/SP, cidade em que o Chico Buarque de Holanda passou fase de sua infância, e que eu frequento com minha família a Colônia de Férias do SATÉLITE, dos funcionários do Banco do Brasil. 



Leitora assídua desses relatos semanais do GXP e do Jornal da Região é a nossa querida ITINHA PRÓSPERI, que sempre vibra imensamente com a lembrança de seus familiares e alunos. A ela um afetivo abraço.

“Estamos acostumados a ligar a palavra morte apenas à ausência da vida. Encarar a morte, na teoria, é mais fácil. Porém, aos sermos visitados por ela através de um ente amado, tudo muda. Muitos de nós caímos no desespero, na tristeza, lamentação, choro e até revolta contra a divindade. Vamos encarar a morte de uma forma menos dolorida, com compreensão e fortaleza nesse momento delicado da vida. O túmulo nos separa apenas fisicamente das pessoas que amamos, mas elas continuam vivas e estão ligadas a nós por meio dos laços do amor. Estão apenas numa outra dimensão, percebem nossas emoções e tudo o que sentimos em relação a elas.”

Permitam-me inserir um comentário sobre o pacifismo do povo brasileiro, do qual o PIMPO é um representante por excelência: “Realmente, enquanto mal se acalmam os sanguinários massacres entre mulçumanos e budistas, e, na Escócia, os católicos e protestantes, em ignóbil demonstração de sua ignorância espiritual, agridem-se em lutas fratricidas para tentar impor a bondade e o amor do CRISTO a cacetadas, no abençoado BRASIL – tido como o coração do mundo e a pátria do Evangelho – os próprios católicos vão à missa pela manhã e à noite aos terreiros de umbanda! Espíritas, umbandistas, rosa-cruzes, esoteristas, teosofistas, iogues, católicos e protestantes respeitam-se mutuamente, vivem em relações pacíficas num clima de elevada compreensão espiritual”. (Do livro TRANSIÇÃO PLANETÁRIA DE A a Z). Felizmente, assim é o BRASIL!

Para aqueles que não conheceram o PIMPO, está reproduzida acima uma foto em momento descontraído e feliz, e abaixo, fotos de quando se formou e com toda a sua família.  

Um abraço a todos.
Cairbar

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